O cenário é mais ou menos este: Você quer educar seu filho com amor, na base do diálogo, muita conversa e toda paciência que lhe cabe. Seu marido acha que você é “mole”, que deveria ter mais pulso firme e mostrar quem manda, acredita que é tudo “conversa fiada” e o que a criança precisa mesmo é de uns tapinhas na bunda e de alguém que lhe chame a atenção, sendo mais rígido e bravo. Vocês já discutiram algumas vezes por causa disso. Você diz que ele precisa ser mais paciente com a criança e ele te diz que você precisa ser mais autoritária.

Vocês decidem fazer um passeio em família. Seu filho tem uma crise de birra ao se vestir para saírem de casa. Não deixa você colocar a fralda e não quer o sapato que você separou. Sai correndo pela casa. Você corre atrás, paciente, conversando, explicando a razão pela qual aquele sapato é mais apropriado ao passeio que farão. Seu marido está pronto, sentado no sofá e te olha com ar de reprovação. Você tenta falar mais firme, mas seu filho ri e acha que tudo é uma brincadeira. Seu marido intervém, fala mais alto e enérgico, ameaçando pegar o chinelo. Seu filho corre para o quarto e deita na cama para você terminar de arrumá-lo.

Você se sente incapaz, culpada e, embora não assuma, lá no fundo pensa que seu marido está certo na teoria dele.

Não sei se isso já aconteceu com você, mas é a realidade de muitos casais que não têm a mesma opinião quando se trata de educação dos filhos. Mas e se eu te dissesse que ambos estão certos e errados? Explico: tanto a firmeza do marido, quanto a sua gentileza, são muito importantes para o que eu chamo de disciplina com amor.

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Quando falamos em disciplinar com amor, vamos muito além do fazer com que a criança siga as regras, nos obedeça, respeite os limites e perceba que seus comportamentos têm consequências. Disciplinar com amor é pensar a longo prazo. É educar os filhos para que eles se comportem bem independente da sua presença. É ajudá-los a desenvolver autodisciplina, controlar seus impulsos, administrar suas emoções, confiar em si mesmo e respeitar os sentimentos e necessidades dos outros.

Disciplinar com amor é perceber os comportamentos inadequados como oportunidades para desenvolver as habilidades da criança e fortalecê-las para lidar com as situações da vida.

Disciplinar com amor tem a ver com ajudar os filhos a confiarem em suas capacidades, o que conseguirão sempre que puderem demonstrar a sua competência em situações concretas da vida, à medida em que crescem e que adquirem autonomia.

Disciplinar com amor tem a ver com pertencimento, ao estabelecer relações saudáveis entre os membros da família, da escola e comunidade. O que proporcionará à criança uma sensação de segurança e aceitação.

Disciplinar com amor tem a ver com valores morais e éticos, transmitindo aos filhos a noção do que é certo ou errado para a sua família, desenvolvendo senso crítico e preparando-os para fazer suas próprias escolhas perante os dilemas da vida.

Disciplinar com amor tem a ver com missão e propósito, despertando nos filhos a consciência sobre a importância da contribuição pessoal para o mundo que os rodeia.

Disciplinar com amor tem a ver com ser um preparador emocional, semeando nos filhos habilidades necessárias para a construção de uma vida feliz e com isso quero dizer inteligência emocional para lidar com as situações de estresse do dia-a-dia e com as frustrações da vida.

Disciplinar com amor tem a ver com responsabilidade, para que tenham controle sobre os resultados das suas decisões e ações.

Disciplinar com amor tem a ver com resiliência, fortalecendo os filhos para que sejam capazes de ultrapassar os limites, se mantendo confiante e otimista mesmo na adversidade.

Disciplinar com amor tem a ver com reconhecer que ninguém é perfeito, que todos cometem erros e aceitar as nossas vulnerabilidades e as dos nossos filhos.

Disciplinar com amor é criar raízes para que os filhos honrem e respeitem suas histórias, mas também criar asas para que sejam capazes de voar, serem independentes e bem-sucedidos na vida.

Disciplinar com amor é saber que tão importante quanto a disciplina é a capacidade da criança aprender a se autodisciplinar. É transferir conhecimentos. É semear e confiar.

E para que tudo isso aconteça é preciso tanto sua gentileza quanto a firmeza do pai. Quando o casal consegue unir suas forças e encontrar um equilíbrio, todos só têm a ganhar.

Vamos juntas?

Com carinho, Aline.