Acredito que toda mãe sonha em criar filhos felizes e autoconfiantes, não é mesmo? Ser autoconfiante significa sentir confiança em si mesmo, em seu potencial e em sua capacidade de realização. Ter confiança em si é uma habilidade fundamental para ter sucesso na vida, pois a pessoa autoconfiante se sente mais segura para enfrentar as situações adversas, falar com pessoas diferentes, além de sofrer menos com a ansiedade e conseguir utilizar melhor sua inteligência para a resolução de problemas.

Não sei se você sabe, mas a autoconfiança é formada ainda na infância no primeiro ano de vida, e para desenvolver esse senso o bebê precisa aprender que suas necessidades básicas serão atendidas de maneira contínua e amorosa.

Se você já me acompanha aqui, sabe que eu apoio mães a terem mais conexão com os filhos, educando-os com gentileza e firmeza, e semeando habilidades necessárias para a construção de uma vida feliz. E uma dessas habilidades é a autoconfiança, por isso separei aqui 7 regras de ouro que irão te ajudar a educar filhos confiantes:

1) Esteja atenta às necessidades do seu filho: Em seus estudos, Maslow desenvolveu uma pirâmide de hierarquia das necessidades de todo ser humano e na base desta pirâmide ficam as necessidades fisiológicas, ou seja, nutrição adequada, temperatura confortável, sono adequado, fralda seca, colo, afeto e carinho. Para desenvolverem um apego seguro, a criança precisa entender que é amada e aceita independente do que aconteça.

2) Diferencie necessidade de desejo: A superproteção, assim como a omissão de cuidados (negligência), são prejudiciais para o desenvolvimento do senso de confiança na criança. Em algum momento durante o primeiro ano, os bebês começam a formar crenças sobre si mesmas, sobre as pessoas e sobre como conseguir o que desejam. É comum ouvirmos “Ele está fazendo isso para chamar a atenção”. E não há nenhum mal nisso, mas é relevante você se atentar para o fato de estar (ou não) sendo manipulada. Tal diferenciação é super importante em qualquer situação ao longo da vida do seu filho, mas não se desespere, você aprenderá isso conforme forem se conhecendo. Tenha sempre em mente que dizer não, deixá-lo esperando ou chorando um pouquinho, não te torna uma mãe ruim.

“Se os pais mimarem um bebê, pegando-o no colo a cada gemido e nunca permitindo que ele experimente seus sentimentos ou aprenda a acalmar-se, esse bebê pode decidir que a vida é mais bem vivida fazendo os outros realizarem coisas por ele” (Jane Nelsen).

É importante que você satisfaça as necessidades dele, mas não todos os desejos, enquanto você não se sente segura para diferenciar um do outro, erre pelo lado do apego.

3) Busque conhecimento sobre o desenvolvimento infantil: Saber o que esperar em cada fase, entender o funcionamento do cérebro da criança e como ela percebe o mundo, são excelentes oportunidades para você sentir-se mais segura com as decisões a serem tomadas.

4) Tenha uma rotina: As crianças, desde muito pequenas, sentem-se mais confortáveis quando entendem que a vida é previsível. A rotina propicia a sensação de segurança e proteção, por isso ela é tão importante. Inserir rituais saudáveis no dia-a-dia gera mais conexão entre você e seu filho.

5) Desenvolva suas habilidades parentais: Não nascemos prontas para educar os filhos e se não buscarmos apoio e conhecimento, corremos o risco de repetirmos padrões negativos. Ao contrário do que sempre foi falado, estudos apontam que o instinto materno não é o suficiente para educar os filhos. É importante sim que você ouça seu coração, mas para ser uma mãe efetiva, você também precisará utilizar sua cabeça. A forma de educar mudou, por isso ter conhecimento do que funciona a longo prazo e desenvolver suas habilidades, é a melhor maneira de educar filhos confiantes.

6) Tenha confiança em você e no seu filho: Erik Erikson, em seus estudos, descobriu que um fator principal no desenvolvimento da confiança de uma criança é a sensação de que seu principal cuidador tenha confiança em si mesmo. Pais seguros, criam filhos seguros. E você pode ter mais autoconfiança à medida que se conhecer mais, que compreender melhor o desenvolvimento do seu filho e fortalecer sua habilidades parentais, alinhadas aos seus valores e àquilo que é importante para a família que deseja construir.

7) Curta seu filho: Saiba aproveitar os bons momentos, compartilhe sua vida com seu filho, priorize os momentos juntos. Sempre haverá louça na pia, casa pra arrumar, roupa pra passar, brinquedo para guardar, trabalho para fazer. A vida é tão corrida, frequentemente temos a sensação de que existem mais coisas a serem feitas do que tempo para realizá-las. Você já é tão cobrada socialmente, são tantos afazeres, que a vida acaba se tornando um fardo. Pegue mais leve. Encontre nos erros oportunidades para exercitar a gratidão e aprender com as situações. O tempo de qualidade que você passa com a sua família fará toda a diferença.

Para encerrar, deixo duas reflexões:

  • Como seu relacionamento com seu filho poderia ser diferente se você pudesse relaxar com mais frequência?
  • De que maneira aprender sobre a necessidade do seu filho desenvolver confiança ajuda você a relaxar e dar a ele espaço para aprender?

Vamos juntas?

Com carinho, Aline.