Ah, o amor!! Este sentimento que ocupa um papel central na vida de todo mundo. É o amor que nos move e nos dá forças para superar as adversidades. É ele que dá sentido à nossa existência. Certamente, tudo o que você faz (ou deixa de fazer) é em razão do amor que tem pelo seu filho.

Você sabia que o amor também é uma linguagem?

Este conceito foi apresentado por Gary Chapman, em seu livro “As cinco linguagens do amor”. (Super recomendo a leitura!)

Imagine duas pessoas se comunicando, uma fala francês e a outra japonês, ou seja, cada uma possui uma linguagem diferente. Como será que fica esta interação? Será que elas conseguirão se comunicar de forma efetiva? Depois de um tempo, com estudo, esforço e boa vontade, para estabelecerem uma conversa precisarão aprender a linguagem um do outro, mas sempre terão a língua materna, aquela que é mais fácil de se expressar.

No amor acontece da mesma forma. Em qualquer relacionamento é raro os dois terem a mesma linguagem emocional do amor e a tendência é usar a língua materna e ficar esperando que o outro compreenda, mas como a língua dele é diferente, a comunicação fica falha.

O ser humano tem a necessidade básica de sentir-se aceito e amado, por isso desde muito novo, passa a orientar suas ações e pensamentos baseado nas experiências de amor que tem com as pessoas que o cercam. As crianças que se sentem amadas por seus pais, desenvolvem a linguagem do amor de acordo com a forma com que seus pais lhe dão carinho.

Existe uma metáfora que diz que “dentro de cada criança há um “pote emocional” à espera de ser cheio de amor. Se ela sentir-se amada, vai se desenvolver normalmente, porém se seu “pote” estiver vazio, ela apresentará dificuldades. Diversos problemas de comportamento de uma criança advém do fato de seu “pote de amor” estar vazio.

Muitos pais sentem que não são amados por seus filhos e muitos filhos não se sentem amados por seus pais. É comum eu ouvir no consultório frases do tipo: “Minha filha é ingrata, faço de tudo pra ela, trabalho o dia todo para dar tudo o que ela quer e nem assim ela me obedece”.

O uso da linguagem de amor adequada pode ajudar você a educar seu filho, tornando-o um adulto responsável. O amor é alicerce. (Gary Chapman)

Vou resumir aqui as 5 linguagens apresentadas no livro:

  • Primeira linguagem: Palavras de afirmação – Crianças com esta linguagem, sentem-se amadas quando recebem um elogio, quando são encorajadas a fazer algo que temiam ou quando são tratadas de forma gentil e respeitosa. Para demonstrar seu amor e estabelecer uma maior conexão com o seu filho, é importante que você esteja atenta ao seu tom de voz e às palavras que utiliza. O elogio precisa ser sincero e estar relacionado ao que a criança FAZ, enquanto que o afeto deve estar relacionado ao que seu filho É.
  • Segunda linguagem: Tempo de qualidade – Talvez seja a linguagem mais difícil de praticar. É o que eu mais ouço as mamães se queixarem, principalmente as que exercem jornada tripla… trabalho fora, cuidados com a casa e com os filhos. Crianças com esta linguagem, sentem-se amadas quando passam um tempo brincando com seus pais, quando fazem um passeio em família ou quando simplesmente a mãe o coloca para dormir e fica ali por 10 minutos lendo uma história. Quando estão juntos e atenção dos pais está totalmente focada na criança, quando estão reunidos na mesa de jantar e conversam sobre o dia um do outro. O importante é a QUALIDADE do tempo juntos e não a QUANTIDADE. 

“O segredo para o tempo de qualidade está nos valores e prioridades que vocês, pais, escolhem nutrir e pôr em prática no seu lar” (Gary Chapman)

  • Terceira linguagem: Presentes – Talvez você pense que esta é a principal linguagem de amor do seu filho, pelo fato dele viver te pedindo para comprar as coisas. Todo mundo gosta de ganhar presentes, não é mesmo? Mas crianças com esta linguagem podem demonstrar o amor pegando uma flor no quintal e lhe dando de presente. O presente não precisa ser algo caro, na verdade nem precisa ser algo comprado. Este presente simboliza que você pensou naquela pessoa. A criança com esta linguagem pode ficar extremamente feliz se você lhe der um simples graveto e lhe disser que se lembrou dela. O presente da presença também é muito bem recebido.
  • Quarta linguagem: Atos de Serviço – Esta é uma linguagem que exige muita energia dos pais, tanto física quanto psicológica. Requer que muitas vezes você abra mão de algo para si em prol do outro, a fim de expressar seu amor. Vejo muitas mamães com esta linguagem de amor. Geralmente elas demonstram seu amor fazendo de tudo pelos filhos e pela família. Cozinham, limpam a casa, cuidam das crianças, enfim, seus atos são voltados a satisfazer as pessoas que lhe são importantes. Da mesma forma, pessoas com esta linguagem, percebem o amor das pessoas quando alguém faz algo para elas.
  • Quinta linguagem: Toque físico – Pessoas com esta linguagem gostam de dar e receber carinho, beijos e abraços. Talvez essa seja a linguagem mais fácil de ser usada, ainda mais com bebês e crianças pequenas. É quase que inato o desejo de pegá-las no colo, ficar ninando, abraçá-las e beijá-las. Ao passo que ao ficarem mais velhas, algumas passam a evitar esse tipo de contato, o que não significa que não gostem, apenas que preferem outras formas. Geralmente os meninos maiores gostam de brincar de lutinha, pega-pega e ao cumprimentar preferem um “high five” ou um “toca aqui”… 

Experimente usar todas essas linguagens com o seu filho e observe qual delas ele reage mais positivamente. Sabendo como eles se sentem amados, fica mais fácil você se conectar e estabelecer melhor o vínculo afetivo.

Vamos juntas?

Com carinho, Aline.