O abuso sexual infantil, infelizmente, é uma triste realidade para muitas crianças. As estatísticas mostram dados alarmantes, que tem chamado a atenção dos educadores e profissionais da área da saúde. Precisamos fazer algo para conscientizar tanto os pais, quanto as crianças sobre os riscos e a informação é a melhor prevenção. Por isso vou compartilhar com você 6 coisas importantes que você precisa saber sobre este assunto:

  1. O abuso sexual não acontece apenas quando tem relação sexual. Também é considerado abuso sexual o ato de tocar ou pedir para a criança tocar um adulto com o objetivo de satisfação sexual; expor a criança em atos sexuais; pornografia infantil; observar a criança se despir, com a intenção de satisfação sexual; expor a criança em situações obscenas, ou seja, tudo o que tenha um caráter sexual e que envolva a criança.
  2. Uma a cada cinco crianças sofre algum tipo de abuso sexual, porém apenas um a cada dez casos são relatados.  Muitas crianças não contam que sofreram ou que sofrem o abuso por não compreenderem a gravidade do ocorrido, ou por medo das ameaças do agressor ou até mesmo por vergonha e por se sentirem culpadas;
  3. 87% dos casos ocorrem dentro do contexto familiar ou envolvendo pessoas próximas à família. Tios, avós, padrasto, pai, irmão mais velho, amigos – a incidência maior são de homens sendo os abusadores, porém também há casos de mulheres. Geralmente o abusador tem um perfil simpático, gentil, que conquista a confiança da família e da criança, o que fica mais difícil de identificar.
  4. As crianças expressam a violência que sofreram em comportamentos. Geralmente a criança não consegue verbalizar o que aconteceu, mas ela apresenta alguns sinais, tais como: comportamento inadequado com brinquedos e objetos, passam a fazer brincadeiras de conotação sexual, apresentam alterações de comportamento e humor, assim como alterações no sono, que fica mais agitado, com pesadelos. A criança começa a apresentar medo excessivo, de pessoas e de lugares; pode apresentar regressão nos comportamentos – volta a fazer xixi na cama ou na roupa, chupar o dedo, ficar mais manhosa; pode apresentar dor ou ferida nos genitais, dentre outros.
  5. Sofrer abusos impactam negativamente a vida da criança. Estudos comprovam que os impactos decorrentes do abuso podem ser tanto de ordem psicológica, emocional, quanto cognitiva e estes podem se manifestar tanto ainda na infância, quanto na adolescência ou fase adulta. Os distúrbios psicológicos mais comuns são Transtorno de Estresse pós-traumático, TDAH, depressão, distúrbio de personalidade e em alguns casos pode chegar até ao suicídio.
  6. Existem alguns meios de prevenção. O diálogo é o mais importante – manter um canal de comunicação com a criança, estabelecendo uma relação de confiança, estando atento ao que ela vê e faz na internet. Criar o hábito de conversar com a criança sobre o dia dela, o que ela fez, com quem ela esteve. Conversar com a criança sobre a diferença dos toques físicos e segredos bons ou maus. Se a criança ficar sozinha com uma pessoa, faça visitas surpresas, esteja atento.

 

Se a criança der algum indício de que sofreu algum tipo de abuso, mantenha a calma para não assustá-la e não intimidá-la, peça para ela te contar o que aconteceu e, sem julgamentos, seja solidária e busque ajuda profissional.

Tem um projeto bem bacana que fala sobre este assunto e ajuda os pais e educadores a abordarem este tema com as crianças de uma forma bem lúdica: é o projeto PIPO e FIFICLIQUE AQUI para conhecer mais.

Com carinho, Aline.